Um programa de faturação certificado pela AT custa entre 0 € e cerca de 16 € por mês, sem IVA: há opções gratuitas a sério (o Portal das Finanças e o Jasmin Express até 30 000 € de faturação por ano) e os pagos mais usados em Portugal começam em 1,30 €/mês no Sage One, 3 €/mês no InvoiceXpress, 6,25 €/mês no Vendus e 6,49 €/mês no Moloni. É obrigatório usar um programa certificado se faturou mais de 50 000 € no ano anterior, se tem contabilidade organizada ou, simplesmente, se usa qualquer software para faturar — nesse caso ele tem de ser certificado, independentemente do valor que fatura.
Abaixo comparo os sete programas de faturação mais usados por independentes e pequenas empresas portuguesas: preços reais de cada plano, o que está mesmo incluído, quem tem POS, quem liga à loja online e os contras de cada um. Preços verificados a 17 de setembro de 2026 nas páginas oficiais dos fornecedores, todos sem IVA.

Os melhores programas de faturação em 30 segundos
A coluna “Desde” mostra o preço mais baixo a que consegue começar em cada programa de faturação, sem IVA.
| Programa | Desde | Melhor para |
|---|---|---|
| InvoiceXpress | 3 €/mês (3 documentos, só no anual) | Independentes e freelancers que emitem poucos documentos |
| Moloni | 3,50 €/mês (mOn) ou 6,49 €/mês (Base, anual) | Micro e pequenas empresas com loja online |
| Cegid Vendus | 6,25 €/mês (anual), documentos ilimitados | Lojas, cafés e restaurantes que precisam de POS |
| TOConline | 9 €/mês (108 €/ano) | Quem já trabalha com um contabilista certificado |
| Sage One | 1,30 €/mês (5 documentos) | Quem emite meia dúzia de faturas e quer pagar o mínimo |
| Cegid Jasmin Express | Grátis até 30 000 €/ano de faturação | Quem quer gestão completa (stocks, compras) sem pagar |
| Cegid PHC GO | 45,83 €/mês (anual) | Empresas com equipa que vão precisar de ERP |
| Portal das Finanças | Grátis | Recibos verdes ocasionais de quem não é obrigado a ter software |
Comparação completa dos programas de faturação (2026)
Esta é a tabela que interessa para decidir qual o programa de faturação certo para si: além do preço, mostra quem tem mesmo plano gratuito, quantos documentos estão incluídos, quem traz ponto de venda (POS) e quem liga à loja online sem programação.
| Programa | Desde (sem IVA) | Plano grátis | Documentos | POS | Integrações loja online | Melhor para |
|---|---|---|---|---|---|---|
| InvoiceXpress | 3 €/mês (X3, anual) | Não — 30 dias de teste | 3 a 100 000/mês, conforme o plano | Não | WooCommerce, Shopify, Jumpseller, PrestaShop, API | Independentes e prestadores de serviços |
| Moloni | 3,50 €/mês (mOn) · 6,49 €/mês (Base) | Não — 30 dias de teste | 50/mês no mOn; ilimitados no Base, Flex e Pro | Sim, no Flex e no Pro | WooCommerce, Shopify, PrestaShop, API | Micro e pequenas empresas |
| Cegid Vendus | 6,25 €/mês (Base, anual) | Não — 30 dias de teste | Ilimitados em todos os planos | Sim, no Flex (retalho) e no Pro (restauração) | API; ligações via parceiros | Comércio e restauração |
| TOConline | 9 €/mês (108 €/ano) | Só para documentação da ACT, não para faturar | Ilimitados | Não | Poucas; forte na ligação à contabilidade | Quem tem contabilista certificado |
| Sage One | 1,30 €/mês (Básica) | Não — 30 dias de teste | 5/mês na Básica; ilimitados na Standard | Não | API para loja online | Quem emite muito poucas faturas |
| Cegid Jasmin Express | Grátis até 30 000 €/ano | Sim, com limite de faturação anual | Sem limite de documentos, limite é o valor faturado | Não | Via parceiros e add-ons | Negócios a começar que querem gestão completa |
| Cegid PHC GO | 45,83 €/mês (Corporate, anual) | Não — 14 dias de teste | Ilimitados | Módulo à parte | PHC GO Store, mais de 80 integrações | Empresas em crescimento com vários utilizadores |
| Portal das Finanças | Grátis | Sim, é um serviço público | Sem limite, mas tudo preenchido à mão | Não | Nenhuma | Quem não é obrigado a usar software certificado |
Repare numa coisa que muita gente assume ao contrário: nenhum dos programas pagos portugueses tem um plano gratuito permanente. O que existe são 30 dias de teste (14 no PHC GO). Gratuito a sério, só o Portal das Finanças e o Jasmin Express dentro do seu limite de faturação.
Quem é obrigado a usar um programa de faturação certificado
A obrigação de usar um programa de faturação certificado pela AT está no Decreto-Lei n.º 28/2019 e na Portaria n.º 195/2020. Basta verificar-se uma destas quatro situações:
- Teve um volume de negócios superior a 50 000 € no ano anterior;
- Começou a atividade este ano e o volume de negócios anualizado ultrapassa esse valor;
- Usa qualquer programa informático para faturar — aí ele tem de ser certificado, fature 500 € ou 500 000 €;
- Tem contabilidade organizada, por obrigação ou por opção, seja qual for o volume de negócios.
Quem não está em nenhuma destas situações pode emitir faturas, recibos e faturas-recibo gratuitamente no Portal das Finanças. Note o terceiro ponto, que é o que apanha mais gente desprevenida: uma folha de cálculo ou uma aplicação estrangeira não certificada não servem para emitir faturas em Portugal, mesmo que fature pouco.
Três regras aplicam-se a todas as faturas emitidas em Portugal: cada documento leva código QR e ATCUD, as séries são comunicadas previamente à AT, e a faturação de cada mês é comunicada até ao dia 5 do mês seguinte, por SAF-T ou webservice. Os programas certificados fazem-no automaticamente — é a principal razão para deixar de faturar à mão. As coimas por incumprimento vão de 1.500 € a 18.750 €.
Para quem fatura ao Estado, há ainda o calendário da fatura eletrónica: as faturas em PDF continuam a ser aceites até 31 de dezembro de 2026 e, a partir de 1 de janeiro de 2027, passa a ser exigido o formato estruturado CIUS-PT (assente na norma europeia UBL 2.1) com assinatura ou selo eletrónico qualificado. Este é um prazo previsto e já adiado várias vezes — confirme a data em vigor junto do seu contabilista, da AT ou da eSPap antes de tomar decisões.
Atenção: esta secção descreve as regras publicadas, não é aconselhamento fiscal ou jurídico. A sua situação concreta (regime de IVA, retenção na fonte, início de atividade, faturação ao Estado) deve ser confirmada com um contabilista certificado ou diretamente na Autoridade Tributária.
1. InvoiceXpress — o melhor para trabalhadores independentes
É o programa de faturação português mais simples de pôr a funcionar: 100 % online e certificado pela AT com o n.º 192. A lógica de preços é a mais simples do mercado: paga pelo número de documentos que emite por mês, não por utilizadores nem por módulos. São 18 planos, do X3 ao X100K, todos com utilizadores, clientes e artigos ilimitados.
| Plano | Documentos/mês | Mensal | Anual (por mês) | Anual (total) |
|---|---|---|---|---|
| X3 | 3 | Só anual ou bienal | 3 € | 36 € |
| X10 | 10 | 9 € | 7 € | 84 € |
| X30 | 30 | 18 € | 15 € | 180 € |
| X100 | 100 | 24 € | 20 € | 240 € |
| X500 | 500 | 29 € | 24 € | 288 € |
Inclui faturas-recibo com retenção na fonte, faturas recorrentes, envio automático por e-mail, conta-corrente, multi-moeda, app e ligação a WooCommerce, Shopify, Jumpseller e ao contabilista. Sem fidelização, com devolução do período não utilizado até 30 dias após o pagamento. Análise completa em preços e opinião sobre o InvoiceXpress.
Contras: não existe plano gratuito permanente — só 30 dias de teste, e durante o teste a comunicação à AT não fica disponível. Não tem POS nem stocks, o suporte é apenas por e-mail e o plafond é contado de 30 em 30 dias: se o esgotar a meio do mês, tem de renovar ou subir de plano. Acima de 100 documentos por mês, o Moloni e o Vendus ficam mais baratos.
2. Moloni — o melhor para micro e pequenas empresas com loja online
O Moloni é o programa de faturação online mais usado pelas pequenas empresas portuguesas e o de gama mais larga: faturas, orçamentos, guias de transporte, encomendas, contas-correntes, stocks, avenças, app móvel e POS. O acesso do contabilista é gratuito.
| Plano | Anual (por mês) | Anual (total) | Mensal | Utilizadores | Documentos |
|---|---|---|---|---|---|
| mOn | 3,50 € | 42 € | — | 1 | 50/mês |
| Base | 6,49 € | 77,88 € | — | 2 | Ilimitados |
| Flex | 10,90 € | 130,80 € | 20,99 € | 2 | Ilimitados |
| Pro | 15,90 € | 190,80 € | 25,99 € | 5 | Ilimitados |
O Flex é o primeiro plano com POS, stocks, API e integrações de e-commerce — se tem loja online ou vende ao balcão, o Base não chega. Utilizadores adicionais custam 1 €/mês. Todos os planos comunicam à AT por webservice e incluem ATCUD, código QR e assinatura digital qualificada. Os detalhes plano a plano estão em preços do Moloni explicados.
Contras: não tem plano gratuito, só 30 dias de teste. O mOn é barato mas limita-se a 50 documentos, 100 clientes e 100 produtos, sem POS e sem API. E o interface tem tantas opções que assusta quem só quer passar um recibo por mês — aí o InvoiceXpress é o programa de faturação mais simples dos dois.
3. Cegid Vendus — o melhor POS para lojas, cafés e restaurantes
Certificado pela AT com o n.º 2230, o Vendus é o único programa de faturação desta lista com documentos ilimitados em todos os planos, incluindo o mais barato, e tem o ponto de venda mais completo entre os programas portugueses: funciona no browser, Android e iOS, imprime talões e A4 e gere mesas, cozinha e vários terminais.
| Plano | Mensal | Anual (total) | Anual (por mês) | Utilizadores | POS |
|---|---|---|---|---|---|
| Base | 9 € | 75 € | 6,25 € | 2 | Não |
| Flex | 17 € | 130 € | 10,83 € | 5 | Sim — retalho |
| Pro | 22 € | 190 € | 15,83 € | Ilimitados | Sim — restauração e retalho |
Para um café ou uma loja pequena, o Flex a 10,83 €/mês no anual é provavelmente a melhor relação preço/funcionalidade desta comparação: POS, cinco utilizadores, API e documentos ilimitados.
Contras: sem plano gratuito, só 30 dias de teste. Cada estabelecimento adicional implica uma subscrição extra (com descontos progressivos), o que faz a conta subir se tem mais do que um espaço. E tem menos integrações diretas com lojas online do que o Moloni ou o InvoiceXpress.
4. TOConline — o melhor para quem já trabalha com contabilista
Criado no universo da Ordem dos Contabilistas Certificados, o TOConline é o programa de faturação que muitos contabilistas recomendam aos clientes, porque a faturação cai diretamente na contabilidade deles sem exportações mensais. O plano Faturação e Gestão de Empresa custa 9 €/mês (108 €/ano), com documentos ilimitados, compras, stocks, assinatura qualificada, fatura eletrónica, faturas OSS e reconciliação automática de pagamentos. O módulo de Contabilidade e Recursos Humanos fica em 14,58 €/mês (175 €/ano, pacote para 5 empresas).
Há um plano gratuito, mas convém perceber o que é: a “Documentação para ACT” é um repositório de documentos para cumprir obrigações perante a Autoridade para as Condições do Trabalho — não serve para emitir faturas.
Contras: a subscrição e a gestão das licenças são feitas exclusivamente pelo contabilista certificado — não se inscreve sozinho a partir do site. É o programa de faturação com menos integrações de loja online desta lista e não tem POS. Se já tem contabilista, pergunte-lhe primeiro: é frequente dar acesso sem custo adicional.
5. Sage One — o mais barato para quem emite muito poucas faturas
O plano Básica do Sage One custa 1,30 €/mês + IVA e é, de longe, a entrada mais barata do mercado — desde que caiba no limite de 5 documentos de venda por mês. Inclui fatura com código QR e ATCUD, despesas, clientes, retenção na fonte, fatura eletrónica, API para loja online e comunicação SAF-T automática.
O plano Standard, com documentos ilimitados, guias de transporte e devolução, contas-correntes e colaboração com o contabilista, está a 7,35 €/mês + IVA numa promoção de 30 % para novos clientes; o preço normal é 10,50 €/mês + IVA. Há ainda uma oferta anual de 88,20 € + IVA nos primeiros 12 meses em vez de 126 €, mas só é válida nos 7 dias seguintes ao registo.
Contras: o plano Básica é mesmo básico e 5 documentos esgotam-se depressa. Sem POS, com menos integrações do que os concorrentes portugueses, e os preços de tabela são apresentados como válidos para novos clientes — confirme o que paga na renovação.
6. Cegid Jasmin Express — gestão completa sem pagar até 30 000 €
O Jasmin, da Cegid (que integrou a antiga Primavera), tem a versão Express gratuita até 30 000 € de faturação por ano — o próprio site anuncia “100 % cloud e grátis até 30.000€ de faturação”. Não é um plano-isco de três documentos: é um programa de faturação dentro de um software de gestão cloud, com compras, stocks, tesouraria e painéis, sem limite de documentos. O limite é o valor que fatura.
Para quem está a começar e quer stocks e compras organizados sem pagar mensalidade, é o programa de faturação gratuito mais completo que existe hoje em Portugal.
Contras: é um ERP, não um programa de faturas simples — a curva de aprendizagem é maior do que no InvoiceXpress ou no Sage One, e não tem POS. Quando ultrapassar os 30 000 € anuais tem de passar a um plano pago: não foi possível confirmar hoje os preços dos planos pagos do Jasmin (a tabela não carrega na página de preços), por isso peça-os à Cegid antes de se comprometer.
7. Cegid PHC GO — para empresas que já têm equipa
O PHC GO é a opção mais próxima de um ERP completo, com faturação, gestão comercial, fornecedores, tesouraria, stocks e a assistente Cegid Pulse AI em todos os planos. Atenção ao preço: é muito superior ao dos programas de faturação anteriores e subiu bastante face ao que se lê em listas mais antigas.
| Plano | Mensal | Anual (por mês) | Anual (total) | Utilizadores |
|---|---|---|---|---|
| Corporate | 57,24 € | 45,83 € | 549,96 € | 2 |
| Advanced | 117,61 € | 94,08 € | 1.128,96 € | 4 |
| Enterprise | 268,65 € | 214,92 € | 2.579,04 € | 8 |
Valores sem IVA. Há cerca de 20 % de desconto no anual e 33 % nos contratos a três anos. O Corporate tem 14 dias de teste sem compromisso; Advanced e Enterprise só com demonstração. As extensões compram-se na PHC GO Store, com mais de 80 integrações.
Contras: caro demais para quem só precisa de faturar — a 45,83 €/mês no anual, o Corporate custa mais de sete vezes o Moloni Base. O POS é um módulo à parte e a modularidade faz a conta subir depressa. Só faz sentido se já precisa do resto do ERP, não se procura apenas um programa de faturação.
Portal das Finanças: quando o gratuito chega mesmo
Se não se enquadra em nenhuma das quatro situações acima, pode emitir faturas, recibos e faturas-recibo gratuitamente no Portal das Finanças, na área “Faturas e Recibos Verdes”. Não paga nada, os documentos ficam registados na AT e não há nada para comunicar depois.
Serve bem para quem passa um a cinco documentos por mês a clientes habituais. Não serve para quem precisa de logótipo, envio automático por e-mail, faturas recorrentes, orçamentos, guias de transporte, conta-corrente, stocks ou vendas ao balcão: cada documento obriga a preencher tudo à mão e não há histórico de clientes nem de artigos para reaproveitar.
A conta é simples: dez faturas por mês a 10 minutos cada no Portal dão quase duas horas mensais. Um programa de faturação a 6 ou 7 € corta isso para poucos minutos.
Como escolher em 5 perguntas
- Quantos documentos emite por mês? É a pergunta que mais condiciona o programa de faturação certo. Até 3: InvoiceXpress X3 (3 €) ou Portal das Finanças. Até 5: Sage One Básica (1,30 €). Até 30: InvoiceXpress X30 (15 € no anual). Mais de 30: Moloni Base (6,49 €) ou Vendus Base (6,25 €), ambos com documentos ilimitados.
- Vende ao balcão? Precisa de POS: Vendus Flex (10,83 €/mês no anual) para retalho, Vendus Pro (15,83 €) para restauração, ou Moloni Flex (10,90 €). O InvoiceXpress, o Sage One, o TOConline e o Jasmin Express não têm POS.
- Tem loja online? O Moloni (Flex ou Pro) e o InvoiceXpress têm as integrações prontas mais usadas com Shopify, Jumpseller, WooCommerce e PrestaShop. Se ainda está a montar a loja, veja primeiro como criar uma loja online em Portugal.
- Tem contabilista certificado? Pergunte-lhe que programa usa antes de decidir. O TOConline, o Moloni e o Vendus dão acesso gratuito ao contabilista e poupam-lhe exportações mensais. É a pergunta que mais vezes muda a resposta certa.
- Fatura ao Estado ou a grandes empresas? Confirme que o programa já emite no formato CIUS-PT, para não ter de mudar de ferramenta a meio do processo.
Exemplo — quanto custa mesmo por ano, sem IVA:
- Freelancer com 10 documentos por mês: InvoiceXpress X10 no plano anual, 7 €/mês = 84 €/ano. Sage One Standard em promoção = 88,20 € no 1.º ano (126 € depois). Moloni Base = 77,88 €/ano com documentos ilimitados e um segundo utilizador. Se emite mesmo só 10 documentos, os três ficam abaixo de 90 € por ano — decide o que fizer falta além da fatura.
- Loja pequena com POS e cerca de 300 documentos por mês: Vendus Flex no anual, 130 €/ano. Moloni Flex, 130,80 €/ano. O InvoiceXpress X500 daria 288 €/ano e continuaria sem POS. Aqui a diferença anual entre escolher bem e escolher mal é de cerca de 160 €.
Conclusão: abaixo de ~10 documentos por mês paga-se ao documento; acima disso, um plano com documentos ilimitados sai quase sempre mais barato.
Compensa pagar por um programa de faturação se…
- Já é obrigado a usar software certificado (mais de 50 000 € no ano anterior, contabilidade organizada ou já usa algum programa);
- Emite mais de cinco documentos por mês e está a perder tempo a preencher tudo à mão;
- Vende ao balcão, tem loja online, stocks ou clientes recorrentes;
- Quer que a comunicação à AT até ao dia 5 aconteça sozinha, sem se lembrar dela.
Não compensa se…
- Passa um ou dois recibos verdes por mês ao mesmo cliente e não é obrigado a ter software — o Portal das Finanças chega;
- Está a começar, fatura pouco e o Jasmin Express gratuito cobre as suas necessidades;
- Está a escolher um ERP de 46 €/mês só para emitir faturas — nesse caso é dinheiro a mais para o problema que tem.
Perguntas frequentes
Qual é o melhor software de faturação em Portugal?
Não há um melhor para todos: o programa de faturação certo depende de quantos documentos emite e de precisar ou não de POS. Para trabalhadores independentes e prestadores de serviços, o InvoiceXpress é o mais simples e começa em 3 euros por mês no plano X3 (anual, sem IVA). Para micro e pequenas empresas com loja online, o Moloni Base dá documentos ilimitados por 6,49 euros por mês no plano anual. Para lojas, cafés e restaurantes, o Cegid Vendus é o mais completo, com documentos ilimitados desde 6,25 euros por mês no anual e POS a partir do plano Flex. Todos são certificados pela AT e todos têm 30 dias de teste. Preços verificados a 17 de setembro de 2026.
Qual é o melhor software gratuito de faturação em Portugal?
Há dois programas de faturação verdadeiramente gratuitos. O Portal das Finanças permite emitir faturas, recibos e faturas-recibo sem custo a quem não é obrigado a usar software certificado, mas obriga a preencher tudo à mão. O Cegid Jasmin Express é gratuito até 30 000 euros de faturação por ano e inclui faturação, compras, stocks e tesouraria, sem limite de número de documentos. Atenção a um equívoco comum: o InvoiceXpress não tem plano gratuito permanente, apenas 30 dias de teste, tal como o Moloni e o Vendus. O plano gratuito do TOConline serve só como repositório de documentos da ACT e não permite faturar.
Qual aplicativo posso usar para emitir faturas-recibo?
Em Portugal chamam-se faturas-recibo ou recibos verdes e pode emiti-las gratuitamente no Portal das Finanças, na área Faturas e Recibos Verdes, se não for obrigado a usar software certificado. Se quiser uma aplicação, o InvoiceXpress emite faturas-recibo com retenção na fonte e isenção de IVA a partir de 3 euros por mês, e o Moloni faz o mesmo a partir de 3,50 euros por mês no plano mOn. Ambos têm app móvel e comunicam automaticamente os documentos à AT. Qualquer programa que use tem de estar na lista de programas certificados da Autoridade Tributária.
Qual é o software POS gratuito disponível?
Não existe hoje, em Portugal, um software POS certificado pela AT verdadeiramente gratuito e sem limite de tempo. As opções gratuitas de faturação, como o Portal das Finanças e o Cegid Jasmin Express, não incluem ponto de venda. O POS certificado mais barato é o Cegid Vendus Flex, a 10,83 euros por mês no plano anual (130 euros por ano, sem IVA), seguido do Moloni Flex, a 10,90 euros por mês no anual. Ambos dão 30 dias de teste gratuito, que é a forma de experimentar sem pagar antes de decidir.
Quem é obrigado a ter um programa de faturação certificado pela AT?
É obrigatório ter um programa de faturação certificado se se verificar pelo menos uma destas quatro condições: volume de negócios superior a 50 000 euros no ano anterior; volume de negócios anualizado acima desse valor no ano de início de atividade; utilização de qualquer programa informático para faturar, caso em que ele tem de ser certificado independentemente do valor faturado; ou ter contabilidade organizada. Quem não está em nenhuma destas situações pode faturar no Portal das Finanças. As regras constam do Decreto-Lei n.º 28/2019 e da Portaria n.º 195/2020, e as coimas por incumprimento vão de 1.500 a 18.750 euros. Confirme a sua situação concreta com um contabilista certificado.
Qual é o programa de faturação certificado mais barato?
O programa de faturação certificado mais barato é o Sage One Básica, a 1,30 euros por mês mais IVA, mas está limitado a 5 documentos de venda por mês. A seguir vem o InvoiceXpress X3, a 3 euros por mês no plano anual, para 3 documentos, e o Moloni mOn, a 3,50 euros por mês no anual, com 50 documentos. Se precisa de documentos ilimitados, os mais baratos são o Cegid Vendus Base, a 6,25 euros por mês no plano anual, e o Moloni Base, a 6,49 euros por mês no anual. Todos os valores são sem IVA e foram verificados a 17 de setembro de 2026.
Até quando tenho de comunicar as faturas à AT?
Até ao dia 5 do mês seguinte ao da emissão. Os programas de faturação certificados fazem esta comunicação automaticamente, por ficheiro SAF-T ou por webservice, e também comunicam previamente as séries de documentos. Quem emite as faturas no Portal das Finanças não tem nada a comunicar, porque os documentos já ficam registados na AT no momento em que são emitidos. Em caso de dúvida sobre prazos ou sobre a sua situação, confirme com o seu contabilista certificado ou na Autoridade Tributária.
Posso usar o Zoho Invoice, o Holded ou o Odoo em Portugal?
O Zoho Invoice e o Zoho Books não constam da lista de programas certificados da Autoridade Tributária, pelo que não podem ser usados para emitir faturas em Portugal. O Odoo só é utilizável com um módulo de localização portuguesa certificado, desenvolvido por um parceiro e inscrito na lista da AT. Antes de adotar qualquer ferramenta internacional, confirme o nome exato do programa e o número de certificado na lista oficial de programas certificados do Portal das Finanças. Uma alternativa habitual é usar a ferramenta estrangeira para gestão e emitir as faturas num programa certificado ligado por API, como o InvoiceXpress ou o Moloni.
Leia também
- InvoiceXpress: preços, planos e opinião honesta
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Fontes
- Preços dos fornecedores (17/9/2026): InvoiceXpress: planos e preços · Moloni: planos · Cegid Vendus: planos e preços · TOConline: planos e preços · Sage One: faturação online · Cegid Jasmin: software de faturação · Cegid Jasmin: preços · Cegid PHC GO: planos e preços
- Oficial (AT e Estado): AT: lista oficial de programas de faturação certificados · Portal das Finanças: faturas e recibos verdes · eSPap: normas da fatura eletrónica para a Administração Pública
- Regras de faturação e fatura eletrónica: Santander Salto: quem é obrigado a usar programa certificado (DL 28/2019, Portaria 195/2020) · Vendus: obrigatoriedade e coimas · Compulab: prazos do CIUS-PT e do PDF (DL 13-A/2025) · Cegid: novos prazos da faturação eletrónica (Lei 73-A/2025) · SERES: o que é o CIUS-PT e a norma UBL 2.1
Preços e condições verificados a 17 de setembro de 2026 no site do fornecedor e sujeitos a alteração. Esta página tem ligações de afiliado: se subscrever através delas, o preço que paga é exatamente o mesmo e nós podemos receber uma comissão. Conteúdo informativo, não constitui aconselhamento fiscal ou jurídico.