Programas de Faturação Certificados pela AT (2026): Grátis e Pagos

Um programa de faturação certificado pela AT custa entre 0 € e cerca de 16 € por mês, sem IVA: há opções gratuitas a sério (o Portal das Finanças e o Jasmin Express até 30 000 € de faturação por ano) e os pagos mais usados em Portugal começam em 1,30 €/mês no Sage One, 3 €/mês no InvoiceXpress, 6,25 €/mês no Vendus e 6,49 €/mês no Moloni. É obrigatório usar um programa certificado se faturou mais de 50 000 € no ano anterior, se tem contabilidade organizada ou, simplesmente, se usa qualquer software para faturar — nesse caso ele tem de ser certificado, independentemente do valor que fatura.

Abaixo comparo os sete programas de faturação mais usados por independentes e pequenas empresas portuguesas: preços reais de cada plano, o que está mesmo incluído, quem tem POS, quem liga à loja online e os contras de cada um. Preços verificados a 17 de setembro de 2026 nas páginas oficiais dos fornecedores, todos sem IVA.

Comparação de preços de cada programa de faturação certificado pela AT em 2026

Os melhores programas de faturação em 30 segundos

A coluna “Desde” mostra o preço mais baixo a que consegue começar em cada programa de faturação, sem IVA.

ProgramaDesdeMelhor para
InvoiceXpress3 €/mês (3 documentos, só no anual)Independentes e freelancers que emitem poucos documentos
Moloni3,50 €/mês (mOn) ou 6,49 €/mês (Base, anual)Micro e pequenas empresas com loja online
Cegid Vendus6,25 €/mês (anual), documentos ilimitadosLojas, cafés e restaurantes que precisam de POS
TOConline9 €/mês (108 €/ano)Quem já trabalha com um contabilista certificado
Sage One1,30 €/mês (5 documentos)Quem emite meia dúzia de faturas e quer pagar o mínimo
Cegid Jasmin ExpressGrátis até 30 000 €/ano de faturaçãoQuem quer gestão completa (stocks, compras) sem pagar
Cegid PHC GO45,83 €/mês (anual)Empresas com equipa que vão precisar de ERP
Portal das FinançasGrátisRecibos verdes ocasionais de quem não é obrigado a ter software

Comparação completa dos programas de faturação (2026)

Esta é a tabela que interessa para decidir qual o programa de faturação certo para si: além do preço, mostra quem tem mesmo plano gratuito, quantos documentos estão incluídos, quem traz ponto de venda (POS) e quem liga à loja online sem programação.

ProgramaDesde (sem IVA)Plano grátisDocumentosPOSIntegrações loja onlineMelhor para
InvoiceXpress3 €/mês (X3, anual)Não — 30 dias de teste3 a 100 000/mês, conforme o planoNãoWooCommerce, Shopify, Jumpseller, PrestaShop, APIIndependentes e prestadores de serviços
Moloni3,50 €/mês (mOn) · 6,49 €/mês (Base)Não — 30 dias de teste50/mês no mOn; ilimitados no Base, Flex e ProSim, no Flex e no ProWooCommerce, Shopify, PrestaShop, APIMicro e pequenas empresas
Cegid Vendus6,25 €/mês (Base, anual)Não — 30 dias de testeIlimitados em todos os planosSim, no Flex (retalho) e no Pro (restauração)API; ligações via parceirosComércio e restauração
TOConline9 €/mês (108 €/ano)Só para documentação da ACT, não para faturarIlimitadosNãoPoucas; forte na ligação à contabilidadeQuem tem contabilista certificado
Sage One1,30 €/mês (Básica)Não — 30 dias de teste5/mês na Básica; ilimitados na StandardNãoAPI para loja onlineQuem emite muito poucas faturas
Cegid Jasmin ExpressGrátis até 30 000 €/anoSim, com limite de faturação anualSem limite de documentos, limite é o valor faturadoNãoVia parceiros e add-onsNegócios a começar que querem gestão completa
Cegid PHC GO45,83 €/mês (Corporate, anual)Não — 14 dias de testeIlimitadosMódulo à partePHC GO Store, mais de 80 integraçõesEmpresas em crescimento com vários utilizadores
Portal das FinançasGrátisSim, é um serviço públicoSem limite, mas tudo preenchido à mãoNãoNenhumaQuem não é obrigado a usar software certificado

Repare numa coisa que muita gente assume ao contrário: nenhum dos programas pagos portugueses tem um plano gratuito permanente. O que existe são 30 dias de teste (14 no PHC GO). Gratuito a sério, só o Portal das Finanças e o Jasmin Express dentro do seu limite de faturação.

Quem é obrigado a usar um programa de faturação certificado

A obrigação de usar um programa de faturação certificado pela AT está no Decreto-Lei n.º 28/2019 e na Portaria n.º 195/2020. Basta verificar-se uma destas quatro situações:

  • Teve um volume de negócios superior a 50 000 € no ano anterior;
  • Começou a atividade este ano e o volume de negócios anualizado ultrapassa esse valor;
  • Usa qualquer programa informático para faturar — aí ele tem de ser certificado, fature 500 € ou 500 000 €;
  • Tem contabilidade organizada, por obrigação ou por opção, seja qual for o volume de negócios.

Quem não está em nenhuma destas situações pode emitir faturas, recibos e faturas-recibo gratuitamente no Portal das Finanças. Note o terceiro ponto, que é o que apanha mais gente desprevenida: uma folha de cálculo ou uma aplicação estrangeira não certificada não servem para emitir faturas em Portugal, mesmo que fature pouco.

Três regras aplicam-se a todas as faturas emitidas em Portugal: cada documento leva código QR e ATCUD, as séries são comunicadas previamente à AT, e a faturação de cada mês é comunicada até ao dia 5 do mês seguinte, por SAF-T ou webservice. Os programas certificados fazem-no automaticamente — é a principal razão para deixar de faturar à mão. As coimas por incumprimento vão de 1.500 € a 18.750 €.

Para quem fatura ao Estado, há ainda o calendário da fatura eletrónica: as faturas em PDF continuam a ser aceites até 31 de dezembro de 2026 e, a partir de 1 de janeiro de 2027, passa a ser exigido o formato estruturado CIUS-PT (assente na norma europeia UBL 2.1) com assinatura ou selo eletrónico qualificado. Este é um prazo previsto e já adiado várias vezes — confirme a data em vigor junto do seu contabilista, da AT ou da eSPap antes de tomar decisões.

Atenção: esta secção descreve as regras publicadas, não é aconselhamento fiscal ou jurídico. A sua situação concreta (regime de IVA, retenção na fonte, início de atividade, faturação ao Estado) deve ser confirmada com um contabilista certificado ou diretamente na Autoridade Tributária.

1. InvoiceXpress — o melhor para trabalhadores independentes

É o programa de faturação português mais simples de pôr a funcionar: 100 % online e certificado pela AT com o n.º 192. A lógica de preços é a mais simples do mercado: paga pelo número de documentos que emite por mês, não por utilizadores nem por módulos. São 18 planos, do X3 ao X100K, todos com utilizadores, clientes e artigos ilimitados.

PlanoDocumentos/mêsMensalAnual (por mês)Anual (total)
X33Só anual ou bienal3 €36 €
X10109 €7 €84 €
X303018 €15 €180 €
X10010024 €20 €240 €
X50050029 €24 €288 €

Inclui faturas-recibo com retenção na fonte, faturas recorrentes, envio automático por e-mail, conta-corrente, multi-moeda, app e ligação a WooCommerce, Shopify, Jumpseller e ao contabilista. Sem fidelização, com devolução do período não utilizado até 30 dias após o pagamento. Análise completa em preços e opinião sobre o InvoiceXpress.

Contras: não existe plano gratuito permanente — só 30 dias de teste, e durante o teste a comunicação à AT não fica disponível. Não tem POS nem stocks, o suporte é apenas por e-mail e o plafond é contado de 30 em 30 dias: se o esgotar a meio do mês, tem de renovar ou subir de plano. Acima de 100 documentos por mês, o Moloni e o Vendus ficam mais baratos.

2. Moloni — o melhor para micro e pequenas empresas com loja online

O Moloni é o programa de faturação online mais usado pelas pequenas empresas portuguesas e o de gama mais larga: faturas, orçamentos, guias de transporte, encomendas, contas-correntes, stocks, avenças, app móvel e POS. O acesso do contabilista é gratuito.

PlanoAnual (por mês)Anual (total)MensalUtilizadoresDocumentos
mOn3,50 €42 €—150/mês
Base6,49 €77,88 €—2Ilimitados
Flex10,90 €130,80 €20,99 €2Ilimitados
Pro15,90 €190,80 €25,99 €5Ilimitados

O Flex é o primeiro plano com POS, stocks, API e integrações de e-commerce — se tem loja online ou vende ao balcão, o Base não chega. Utilizadores adicionais custam 1 €/mês. Todos os planos comunicam à AT por webservice e incluem ATCUD, código QR e assinatura digital qualificada. Os detalhes plano a plano estão em preços do Moloni explicados.

Contras: não tem plano gratuito, só 30 dias de teste. O mOn é barato mas limita-se a 50 documentos, 100 clientes e 100 produtos, sem POS e sem API. E o interface tem tantas opções que assusta quem só quer passar um recibo por mês — aí o InvoiceXpress é o programa de faturação mais simples dos dois.

3. Cegid Vendus — o melhor POS para lojas, cafés e restaurantes

Certificado pela AT com o n.º 2230, o Vendus é o único programa de faturação desta lista com documentos ilimitados em todos os planos, incluindo o mais barato, e tem o ponto de venda mais completo entre os programas portugueses: funciona no browser, Android e iOS, imprime talões e A4 e gere mesas, cozinha e vários terminais.

PlanoMensalAnual (total)Anual (por mês)UtilizadoresPOS
Base9 €75 €6,25 €2Não
Flex17 €130 €10,83 €5Sim — retalho
Pro22 €190 €15,83 €IlimitadosSim — restauração e retalho

Para um café ou uma loja pequena, o Flex a 10,83 €/mês no anual é provavelmente a melhor relação preço/funcionalidade desta comparação: POS, cinco utilizadores, API e documentos ilimitados.

Contras: sem plano gratuito, só 30 dias de teste. Cada estabelecimento adicional implica uma subscrição extra (com descontos progressivos), o que faz a conta subir se tem mais do que um espaço. E tem menos integrações diretas com lojas online do que o Moloni ou o InvoiceXpress.

4. TOConline — o melhor para quem já trabalha com contabilista

Criado no universo da Ordem dos Contabilistas Certificados, o TOConline é o programa de faturação que muitos contabilistas recomendam aos clientes, porque a faturação cai diretamente na contabilidade deles sem exportações mensais. O plano Faturação e Gestão de Empresa custa 9 €/mês (108 €/ano), com documentos ilimitados, compras, stocks, assinatura qualificada, fatura eletrónica, faturas OSS e reconciliação automática de pagamentos. O módulo de Contabilidade e Recursos Humanos fica em 14,58 €/mês (175 €/ano, pacote para 5 empresas).

Há um plano gratuito, mas convém perceber o que é: a “Documentação para ACT” é um repositório de documentos para cumprir obrigações perante a Autoridade para as Condições do Trabalho — não serve para emitir faturas.

Contras: a subscrição e a gestão das licenças são feitas exclusivamente pelo contabilista certificado — não se inscreve sozinho a partir do site. É o programa de faturação com menos integrações de loja online desta lista e não tem POS. Se já tem contabilista, pergunte-lhe primeiro: é frequente dar acesso sem custo adicional.

5. Sage One — o mais barato para quem emite muito poucas faturas

O plano Básica do Sage One custa 1,30 €/mês + IVA e é, de longe, a entrada mais barata do mercado — desde que caiba no limite de 5 documentos de venda por mês. Inclui fatura com código QR e ATCUD, despesas, clientes, retenção na fonte, fatura eletrónica, API para loja online e comunicação SAF-T automática.

O plano Standard, com documentos ilimitados, guias de transporte e devolução, contas-correntes e colaboração com o contabilista, está a 7,35 €/mês + IVA numa promoção de 30 % para novos clientes; o preço normal é 10,50 €/mês + IVA. Há ainda uma oferta anual de 88,20 € + IVA nos primeiros 12 meses em vez de 126 €, mas só é válida nos 7 dias seguintes ao registo.

Contras: o plano Básica é mesmo básico e 5 documentos esgotam-se depressa. Sem POS, com menos integrações do que os concorrentes portugueses, e os preços de tabela são apresentados como válidos para novos clientes — confirme o que paga na renovação.

6. Cegid Jasmin Express — gestão completa sem pagar até 30 000 €

O Jasmin, da Cegid (que integrou a antiga Primavera), tem a versão Express gratuita até 30 000 € de faturação por ano — o próprio site anuncia “100 % cloud e grátis até 30.000€ de faturação”. Não é um plano-isco de três documentos: é um programa de faturação dentro de um software de gestão cloud, com compras, stocks, tesouraria e painéis, sem limite de documentos. O limite é o valor que fatura.

Para quem está a começar e quer stocks e compras organizados sem pagar mensalidade, é o programa de faturação gratuito mais completo que existe hoje em Portugal.

Contras: é um ERP, não um programa de faturas simples — a curva de aprendizagem é maior do que no InvoiceXpress ou no Sage One, e não tem POS. Quando ultrapassar os 30 000 € anuais tem de passar a um plano pago: não foi possível confirmar hoje os preços dos planos pagos do Jasmin (a tabela não carrega na página de preços), por isso peça-os à Cegid antes de se comprometer.

7. Cegid PHC GO — para empresas que já têm equipa

O PHC GO é a opção mais próxima de um ERP completo, com faturação, gestão comercial, fornecedores, tesouraria, stocks e a assistente Cegid Pulse AI em todos os planos. Atenção ao preço: é muito superior ao dos programas de faturação anteriores e subiu bastante face ao que se lê em listas mais antigas.

PlanoMensalAnual (por mês)Anual (total)Utilizadores
Corporate57,24 €45,83 €549,96 €2
Advanced117,61 €94,08 €1.128,96 €4
Enterprise268,65 €214,92 €2.579,04 €8

Valores sem IVA. Há cerca de 20 % de desconto no anual e 33 % nos contratos a três anos. O Corporate tem 14 dias de teste sem compromisso; Advanced e Enterprise só com demonstração. As extensões compram-se na PHC GO Store, com mais de 80 integrações.

Contras: caro demais para quem só precisa de faturar — a 45,83 €/mês no anual, o Corporate custa mais de sete vezes o Moloni Base. O POS é um módulo à parte e a modularidade faz a conta subir depressa. Só faz sentido se já precisa do resto do ERP, não se procura apenas um programa de faturação.

Portal das Finanças: quando o gratuito chega mesmo

Se não se enquadra em nenhuma das quatro situações acima, pode emitir faturas, recibos e faturas-recibo gratuitamente no Portal das Finanças, na área “Faturas e Recibos Verdes”. Não paga nada, os documentos ficam registados na AT e não há nada para comunicar depois.

Serve bem para quem passa um a cinco documentos por mês a clientes habituais. Não serve para quem precisa de logótipo, envio automático por e-mail, faturas recorrentes, orçamentos, guias de transporte, conta-corrente, stocks ou vendas ao balcão: cada documento obriga a preencher tudo à mão e não há histórico de clientes nem de artigos para reaproveitar.

A conta é simples: dez faturas por mês a 10 minutos cada no Portal dão quase duas horas mensais. Um programa de faturação a 6 ou 7 € corta isso para poucos minutos.

Como escolher em 5 perguntas

  1. Quantos documentos emite por mês? É a pergunta que mais condiciona o programa de faturação certo. Até 3: InvoiceXpress X3 (3 €) ou Portal das Finanças. Até 5: Sage One Básica (1,30 €). Até 30: InvoiceXpress X30 (15 € no anual). Mais de 30: Moloni Base (6,49 €) ou Vendus Base (6,25 €), ambos com documentos ilimitados.
  2. Vende ao balcão? Precisa de POS: Vendus Flex (10,83 €/mês no anual) para retalho, Vendus Pro (15,83 €) para restauração, ou Moloni Flex (10,90 €). O InvoiceXpress, o Sage One, o TOConline e o Jasmin Express não têm POS.
  3. Tem loja online? O Moloni (Flex ou Pro) e o InvoiceXpress têm as integrações prontas mais usadas com Shopify, Jumpseller, WooCommerce e PrestaShop. Se ainda está a montar a loja, veja primeiro como criar uma loja online em Portugal.
  4. Tem contabilista certificado? Pergunte-lhe que programa usa antes de decidir. O TOConline, o Moloni e o Vendus dão acesso gratuito ao contabilista e poupam-lhe exportações mensais. É a pergunta que mais vezes muda a resposta certa.
  5. Fatura ao Estado ou a grandes empresas? Confirme que o programa já emite no formato CIUS-PT, para não ter de mudar de ferramenta a meio do processo.

Exemplo — quanto custa mesmo por ano, sem IVA:

  • Freelancer com 10 documentos por mês: InvoiceXpress X10 no plano anual, 7 €/mês = 84 €/ano. Sage One Standard em promoção = 88,20 € no 1.º ano (126 € depois). Moloni Base = 77,88 €/ano com documentos ilimitados e um segundo utilizador. Se emite mesmo só 10 documentos, os três ficam abaixo de 90 € por ano — decide o que fizer falta além da fatura.
  • Loja pequena com POS e cerca de 300 documentos por mês: Vendus Flex no anual, 130 €/ano. Moloni Flex, 130,80 €/ano. O InvoiceXpress X500 daria 288 €/ano e continuaria sem POS. Aqui a diferença anual entre escolher bem e escolher mal é de cerca de 160 €.

Conclusão: abaixo de ~10 documentos por mês paga-se ao documento; acima disso, um plano com documentos ilimitados sai quase sempre mais barato.

Compensa pagar por um programa de faturação se…

  • Já é obrigado a usar software certificado (mais de 50 000 € no ano anterior, contabilidade organizada ou já usa algum programa);
  • Emite mais de cinco documentos por mês e está a perder tempo a preencher tudo à mão;
  • Vende ao balcão, tem loja online, stocks ou clientes recorrentes;
  • Quer que a comunicação à AT até ao dia 5 aconteça sozinha, sem se lembrar dela.

Não compensa se…

  • Passa um ou dois recibos verdes por mês ao mesmo cliente e não é obrigado a ter software — o Portal das Finanças chega;
  • Está a começar, fatura pouco e o Jasmin Express gratuito cobre as suas necessidades;
  • Está a escolher um ERP de 46 €/mês só para emitir faturas — nesse caso é dinheiro a mais para o problema que tem.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor software de faturação em Portugal?

Não há um melhor para todos: o programa de faturação certo depende de quantos documentos emite e de precisar ou não de POS. Para trabalhadores independentes e prestadores de serviços, o InvoiceXpress é o mais simples e começa em 3 euros por mês no plano X3 (anual, sem IVA). Para micro e pequenas empresas com loja online, o Moloni Base dá documentos ilimitados por 6,49 euros por mês no plano anual. Para lojas, cafés e restaurantes, o Cegid Vendus é o mais completo, com documentos ilimitados desde 6,25 euros por mês no anual e POS a partir do plano Flex. Todos são certificados pela AT e todos têm 30 dias de teste. Preços verificados a 17 de setembro de 2026.

Qual é o melhor software gratuito de faturação em Portugal?

Há dois programas de faturação verdadeiramente gratuitos. O Portal das Finanças permite emitir faturas, recibos e faturas-recibo sem custo a quem não é obrigado a usar software certificado, mas obriga a preencher tudo à mão. O Cegid Jasmin Express é gratuito até 30 000 euros de faturação por ano e inclui faturação, compras, stocks e tesouraria, sem limite de número de documentos. Atenção a um equívoco comum: o InvoiceXpress não tem plano gratuito permanente, apenas 30 dias de teste, tal como o Moloni e o Vendus. O plano gratuito do TOConline serve só como repositório de documentos da ACT e não permite faturar.

Qual aplicativo posso usar para emitir faturas-recibo?

Em Portugal chamam-se faturas-recibo ou recibos verdes e pode emiti-las gratuitamente no Portal das Finanças, na área Faturas e Recibos Verdes, se não for obrigado a usar software certificado. Se quiser uma aplicação, o InvoiceXpress emite faturas-recibo com retenção na fonte e isenção de IVA a partir de 3 euros por mês, e o Moloni faz o mesmo a partir de 3,50 euros por mês no plano mOn. Ambos têm app móvel e comunicam automaticamente os documentos à AT. Qualquer programa que use tem de estar na lista de programas certificados da Autoridade Tributária.

Qual é o software POS gratuito disponível?

Não existe hoje, em Portugal, um software POS certificado pela AT verdadeiramente gratuito e sem limite de tempo. As opções gratuitas de faturação, como o Portal das Finanças e o Cegid Jasmin Express, não incluem ponto de venda. O POS certificado mais barato é o Cegid Vendus Flex, a 10,83 euros por mês no plano anual (130 euros por ano, sem IVA), seguido do Moloni Flex, a 10,90 euros por mês no anual. Ambos dão 30 dias de teste gratuito, que é a forma de experimentar sem pagar antes de decidir.

Quem é obrigado a ter um programa de faturação certificado pela AT?

É obrigatório ter um programa de faturação certificado se se verificar pelo menos uma destas quatro condições: volume de negócios superior a 50 000 euros no ano anterior; volume de negócios anualizado acima desse valor no ano de início de atividade; utilização de qualquer programa informático para faturar, caso em que ele tem de ser certificado independentemente do valor faturado; ou ter contabilidade organizada. Quem não está em nenhuma destas situações pode faturar no Portal das Finanças. As regras constam do Decreto-Lei n.º 28/2019 e da Portaria n.º 195/2020, e as coimas por incumprimento vão de 1.500 a 18.750 euros. Confirme a sua situação concreta com um contabilista certificado.

Qual é o programa de faturação certificado mais barato?

O programa de faturação certificado mais barato é o Sage One Básica, a 1,30 euros por mês mais IVA, mas está limitado a 5 documentos de venda por mês. A seguir vem o InvoiceXpress X3, a 3 euros por mês no plano anual, para 3 documentos, e o Moloni mOn, a 3,50 euros por mês no anual, com 50 documentos. Se precisa de documentos ilimitados, os mais baratos são o Cegid Vendus Base, a 6,25 euros por mês no plano anual, e o Moloni Base, a 6,49 euros por mês no anual. Todos os valores são sem IVA e foram verificados a 17 de setembro de 2026.

Até quando tenho de comunicar as faturas à AT?

Até ao dia 5 do mês seguinte ao da emissão. Os programas de faturação certificados fazem esta comunicação automaticamente, por ficheiro SAF-T ou por webservice, e também comunicam previamente as séries de documentos. Quem emite as faturas no Portal das Finanças não tem nada a comunicar, porque os documentos já ficam registados na AT no momento em que são emitidos. Em caso de dúvida sobre prazos ou sobre a sua situação, confirme com o seu contabilista certificado ou na Autoridade Tributária.

Posso usar o Zoho Invoice, o Holded ou o Odoo em Portugal?

O Zoho Invoice e o Zoho Books não constam da lista de programas certificados da Autoridade Tributária, pelo que não podem ser usados para emitir faturas em Portugal. O Odoo só é utilizável com um módulo de localização portuguesa certificado, desenvolvido por um parceiro e inscrito na lista da AT. Antes de adotar qualquer ferramenta internacional, confirme o nome exato do programa e o número de certificado na lista oficial de programas certificados do Portal das Finanças. Uma alternativa habitual é usar a ferramenta estrangeira para gestão e emitir as faturas num programa certificado ligado por API, como o InvoiceXpress ou o Moloni.

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Fontes

Preços e condições verificados a 17 de setembro de 2026 no site do fornecedor e sujeitos a alteração. Esta página tem ligações de afiliado: se subscrever através delas, o preço que paga é exatamente o mesmo e nós podemos receber uma comissão. Conteúdo informativo, não constitui aconselhamento fiscal ou jurídico.

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